Com a constante evolução do Jogo e do Treino, é fundamental não perder tempo, nem castrar a evolução e os comportamentos dos nossos Jogadores. É fundamental entender que as suas respostas individuais, terão que ser baseadas e enquadradas em princípios colectivo, mas eu acredito que o jogador, consoante a sua capacidade e experiência, será capaz de tomar decisões mais rápidas e criativas, se perceber bem o enredo colectivo. Mas os nossos conceitos de jogo, têm que estar tão bem apreendidos pelo colectivo, para que os restantes Jogadores, nunca entrem em pânico, ou fiquem na dúvida com a decisão do colega. Perante um decisão individual do Jogador, correcta, ou menos correcta no entendimento do Treinador, porque não controla a acção do jogador, porque pode orientá-la, mas não decidir pelo Jogador, que a equipa saiba, através da ideia colectiva reagir a esse comportamento, garantido a organização sectorial, ou intersectorial sem criar o caos na própria organização.

Para que exista esta ligação holistica, entre os princípios colectivos e a tomada de decisão individual, é necessário experiência-lo em treino, mas por isso mesmo, surge a questão de que o treino e sobretudo o exercício, não pode ser castrador das decisões individuais, pois são os Jogadores que têm que decidir no jogo! Então o nosso desafio enquanto Treinadores, está na criação de exercícios que levem ao comportamento colectivo que nós pretendemos que a nossa equipa tenha, mas que este seja atingido com base no jogar, onde exista um adversário, para que exista não só uma repetição dos nossos princípios, mas também uma variabilidade de problemas, que gerem soluções dentro daquilo que nós pretendemos.

No seguinte vídeo, podemos ver este tipo de fenómeno, em Organização Ofensiva, o Tottenham fica de frente para a linha defensiva do Ajax, mas numa distância ainda considerável, o que permite, que a linha defensiva do Ajax, tenha o comportamento habitual do colectivo em Organização Defensiva, uma pressão agressiva que tire iniciativa ao adversário. É com base neste Grande Princípio Defensivo, que creio que Blind toma a sua decisão, pois não permite que Ericksen enquadre com a linha de frente, mas que tenha que orientar, dando tempo para que a restante linha, se recomponha e fecha o caminho frontal para a baliza.

https://drive.google.com/open?id=1-HQNpFEI8y6S_SipyH7-9lJzDrhEtEnH

Mas esta decisão de Blind só se torna eficaz, porque os restantes jogadores perceberam o que tinham que fazer, dada a sua decisão, conseguindo assim controlar o ataque do adversário e interceptar uma situação de perigo!

Sendo assim é necessário criar exercícios que potenciem este tipo de decisões individuais e colectivas, que como dito anteriormente estão ligadas holisticamente.